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Vale a pena integrar inteligência artificial no seu processo comercial?

· Conquer ·
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Na última Imersão realizada, recebemos Eduardo Mayer, sócio e diretor comercial da Conquer, para uma conversa altamente relevante sobre o uso da inteligência artificial no processo comercial.

A adoção de inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas uma tendência para se tornar o motor de revoluções comerciais em empresas brasileiras.

Se você ainda está em dúvida sobre como IA pode transformar seus resultados, este conteúdo traz as melhores práticas de implementação, exemplos numéricos e dicas valiosas de Eduardo Mayer, sócio e diretor comercial da Conquer.

Neste conteúdo você vai aprender:

  • IA na prática: o modelo “Ciborgue” que está redefinindo vendas
  • Como a IA está transformando a rotina e a cultura de vendas
  • Auditoria, segurança e “alucinação”: como lidar com os riscos de IA
  • Da automação à geração de valor: dados que todo empreendedor precisa saber
  • O que fazer agora para aplicar IA com sucesso

IA na prática: o modelo “Ciborgue” que está redefinindo vendas

A grande sacada das experiências compartilhadas é apostar em um modelo híbrido, apelidado de “Ciborgue”, onde a IA atua como o braço inicial do comercial, cuidando de volume, qualificação, agendamento e engajamento 24 horas por dia.

Nesse processo, os humanos entram na parte que mais importa: persuadir, negociar e fechar.

Nesse formato, o trabalho humano não é substituído, mas sim potencializado.

Se sua base comercial já é boa, a IA é combustível para escalar.

Caso contrário, ela apenas amplia erros.

A diferença está no desenho de processos, sempre deixando a experiência humana responsável pelo fechamento e pelo relacionamento em fases críticas.

Como a IA está transformando a rotina e a cultura de vendas

A verdadeira mágica não acontece só na automação de tarefas básicas.

A IA foi ajustada para simular o tempo de digitação, variar respostas, respeitar horários comerciais e até inserir status “digitando” no WhatsApp, aproximando ao máximo a conversa do padrão humano.

E tudo isso para um objetivo claro: evitar que o cliente perceba o robô, o que derrubaria a conversão em até 80%.

Por texto, apenas 30% percebem a IA; em voz, são 80%. Por isso o texto é prioritário para nutrir e a ligação fica para a conclusão da venda.

Outro ponto essencial é que IA permite atacar faixas antes inviáveis.

Ao reduzir custo, manter cadências de até 12 contatos (quando humanos raramente passam de três) e garantir resposta em até cinco minutos para leads novos, algo impossível para equipes manuais.

Vendedores ganham tempo e precisam usar essa eficiência para ampliar prospecção e pedir indicações.

Por isso, treinamento, requalificação e métricas claras são indispensáveis.

O foco agora é transformar vendedores em gestores de IA, não apenas operadores de rotina.

Auditoria, segurança e “alucinação”: como lidar com os riscos de IA

É fundamental evitar que a IA invente dados ("alucinação"), negocie valores de modo prematuro ou trate temas sensíveis sozinha.

Para isso, o segredo é implementar auditoria automática, criar “guardrails” que delimitam os tópicos e rastrear todas as interações.

Na Conquer, 95% da auditoria é passiva, mas altamente eficaz para correção de rotas.

A IA resolve aquele gargalo eterno de preenchimento de CRM, capturando dores, contexto financeiro e objeções direto da conversa e inserindo nos sistemas — mais inteligência, menos burocracia.

Da automação à geração de valor: dados que todo empreendedor precisa saber

Na Conquer, a taxa de conversão saltou de 1,3% para 5,3% após introduzir IA nas etapas iniciais e uma transição planejada para humanos em momentos-chave.

O EBITDA somou R$ 30 milhões em apenas um ano, provando que IA não é só corte de custo, é alavanca direta de receita.

Em volume e disponibilidade, a IA cobre 100% dos follow-ups e padroniza operações, enquanto humanos entram com impacto nas fases finais.

O segredo está na frequência dos testes e na especialização.

A cada mês, dezenas de atualizações de IA são analisadas — rejeitando soluções genéricas e criando agentes especializados para cada operação.

Implementar em 15-30 dias virou padrão porque o foco é resultado real, não tecnologia pela tecnologia.

O time, que era de 90 vendedores, enxugou para 50 após a IA, sem perda de receita.

Os treinamentos, três vezes por semana, mantêm todos afiados nesse novo contexto digital.

E a empresa ampliou o leque: passou a atender microempresas e viu o D2C crescer até em tickets modestos.

O que fazer agora para aplicar IA com sucesso

A jornada começa diagnosticando e ajustando seus processos antes de automatizar.

É essencial configurar parâmetros de humanização, definir rotinas de auditoria, implementar soluções que realmente “entendem” o comercial (não só apertam botões) e treinar sempre a equipe para que saia do operacional e foque em performance.

Garanta que todo ganho de tempo gerado pela IA seja reinvestido em atividades de alto impacto, como expandir a prospecção ativa, qualificar mais leads e pedir indicações.

O papel do gestor agora é transformar cada vendedor em catalisador de inovação e eficiência.

Escolha IA como parceira estratégica — não só de automação, mas de crescimento, inovação e diferencial competitivo.

Os dados mostram que é possível, e o mercado já está mudando.

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